
Erika Hilton protocolou nesta quinta-feira (12) uma representação no Ministério Público de São Paulo contra o apresentador Ratinho por suposta transfobia. A ação foi motivada por declarações feitas durante o Programa do Ratinho, exibido ao vivo na noite de quarta-feira (11), logo após a eleição da parlamentar para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. Na ocasião, o comunicador questionou a escolha da deputada e afirmou que “ela não é mulher, ela é trans”, acrescentando que “mulher para ser mulher tem que ter útero, tem que menstruar”, o que gerou forte repercussão nas redes sociais.
A representação foi registrada no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do Ministério Público paulista e pede a abertura de investigação sobre as declarações. O pedido argumenta que as falas podem se enquadrar como crime de discriminação ou incitação ao ódio, entendimento que o Supremo Tribunal Federal já equiparou ao crime de injúria racial em casos envolvendo discriminação por identidade de gênero. O episódio dividiu opiniões no debate público, com defensores da medida apontando a necessidade de responsabilização por discursos discriminatórios, enquanto críticos argumentam que a iniciativa amplia a judicialização de opiniões expressas em programas de entretenimento. Até o momento, o Sistema Brasileiro de Televisão não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
Foto: Matheus Alves / Divulgação/ Wikipédia