Ministro do STF afirma que magistrados devem evitar holofotes e priorizar decisões baseadas na Constituição
No evento promovido pela OAB-RJ sobre os desafios da advocacia no século XXI, o ministro do STF André Mendonça afirmou com clareza e modéstia que “o papel do bom juiz não é ser estrela”, rejeitando qualquer pretensão de se tornar “esperança” de setores específicos e enfatizando que o maior desafio é “fazer o certo pelos motivos certos”.
Essa declaração reflete uma postura rara e louvável no atual cenário do Judiciário brasileiro: a defesa de um magistrado discreto, focado na aplicação imparcial da lei e na Constituição, sem buscar holofotes ou protagonismo pessoal.
Em um contexto marcado por decisões midiáticas e ativismo judicial que frequentemente geram polarização e insegurança jurídica, Mendonça se posiciona como defensor do Estado de Direito clássico, autocontido, respeitoso às prerrogativas dos outros Poderes e comprometido com a paz social em vez de caos ou incerteza.
Sua fala não é mera retórica, mas um compromisso consistente com a sobriedade que o bom juiz deve cultivar, sendo aplaudido em diversas ocasiões por defender que o respeito, e não o medo, deve ser a marca do Judiciário, o que reforça sua credibilidade como voz equilibrada e principista no Supremo.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
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