Governo reage a tensões internacionais enquanto país enfrenta crise econômica, apagões e aumento da pressão social interna
O regime cubano, sob o comando de um governo que há décadas mantém o povo em miséria crônica, apagões constantes, filas intermináveis e repressão sistemática, agora se vangloria de estar “preparado” para um confronto militar com os Estados Unidos, conforme declaração do vice-chanceler Carlos Cossío em reação às declarações de Trump.
Tal retórica bélica soa mais como bravata desesperada de um sistema falido do que como postura realista: as Forças Armadas da ilha, envelhecidas e subfinanciadas, mal conseguem garantir a segurança interna diante de protestos populares recorrentes, quanto mais enfrentar a maior potência militar do planeta.
Enquanto a população cubana sofre com fome, falta de remédios e êxodo em massa, o regime prefere investir em propaganda heroica e alianças questionáveis com potências autoritárias do que em reformas que efetivamente melhorariam a vida dos cidadãos, revelando, mais uma vez, que a verdadeira prioridade do castrismo não é a soberania nacional, mas a perpetuação do próprio poder absoluto a qualquer custo.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
Foto: IPS