REUNIÃO NO STF EXPÕE RACHAS INTERNOS EM MEIO AO CASO BANCO MASTER

REDAÇÃO

Encontro entre ministros revela divergências sobre postura institucional diante de crise que afeta a imagem da Corte

Em fevereiro, uma reunião reservada no Supremo Tribunal Federal expôs de forma constrangedora o racha interno da Corte, quando ministros como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin cobraram do presidente Edson Fachin uma postura mais firme de “defesa institucional” diante das suspeitas envolvendo o caso Banco Master e a imagem do tribunal. 
O que deveria ser um espaço para diálogo sereno transformou-se em pressão coletiva contra o presidente, com críticas diretas à sua condução e à Polícia Federal, revelando não uma instituição unida em prol da Constituição, mas um clube de notáveis mais preocupado em blindar colegas, como Dias Toffoli, do que em promover transparência e equilíbrio. 
Essa cena, vazada e amplamente repercutida, desnuda a hipocrisia de uma Corte que tanto prega moralidade alheia quanto resiste a qualquer autocrítica real: em vez de fortalecer a credibilidade pública, o episódio reforça a percepção de um STF dividido entre quem quer “lavar roupa suja” em casa e quem prefere varrer tudo para debaixo do tapete, erodindo ainda mais a confiança da sociedade numa instituição que se arvora guardiã suprema da democracia. 
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
Foto: Agência Brasil