EUA FAZ ULTIMATO AO IRÃ E ELEVA PRESSÃO POR ACORDO

REDAÇÃO

Casa Branca ameaça novas ações enquanto Teerã mantém postura rígida sobre programa nuclear e Ormuz

A Casa Branca de Donald Trump emitiu um ultimato direto à cúpula iraniana: uma última oportunidade para um acordo abrangente, sob pena de ataques precisos contra líderes do regime que continuam a desafiar a comunidade internacional.
O Irã, porém, persiste em sua intransigência suicida, recusando qualquer concessão real sobre o programa nuclear, os mísseis balísticos ou o controle do Estreito de Ormuz, artéria vital por onde flui um quinto do petróleo mundial, preferindo prolongar uma guerra que já devastou sua infraestrutura, matou altos comandantes e expôs a fragilidade de sua “resistência” teocrática.
Essa postura não revela bravura revolucionária, mas o cinismo terminal de um regime que, mesmo sangrando economicamente e militarmente enfraquecido, aposta no caos global, na chantagem energética e no martírio de seu próprio povo para preservar o projeto expansionista xiita e o sonho da bomba atômica.
Em vez de aceitar limites que salvariam vidas e estabilizariam a região, os aiatolás e seus sucessores optam por arriscar nova escalada, transformando o Irã em refém de sua própria ideologia fanática e obrigando o mundo a escolher entre capitular diante de chantagistas ou impor, pela força, o que a diplomacia não conseguiu.
A ameaça americana, por mais dura que seja, é apenas o espelho inevitável da arrogância iraniana que, ao rejeitar a paz repetidamente, cavou sua própria cova estratégica.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
Foto: Divulgação