DECISÃO DO STF SOBRE CPMI DO INSS GERA CRÍTICAS NO CONGRESSO

REDAÇÃO

Parlamentares reagem ao fim da comissão e questionam limites da atuação do Judiciário

Em uma decisão vergonhosa e que reforça o ativismo judicial do Supremo Tribunal Federal, o plenário da Corte, por maioria esmagadora, derrubou a prorrogação por mais 60 dias da CPMI do INSS, impedindo que parlamentares aprofundassem as investigações sobre um dos maiores escândalos de fraudes contra aposentados e pensionistas da história recente do Brasil, para decepção do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Enquanto milhões de brasileiros que dedicaram décadas de contribuição veem seus benefícios sangrados por esquemas bilionários de desvio, o STF mais uma vez age como escudo para encobrir possíveis responsabilidades políticas e administrativas, atropelando a autonomia do Congresso e o direito legítimo da minoria parlamentar de fiscalizar o Executivo.
Nikolas Ferreira, com razão, classificou a medida como “vergonhosa”, destacando a covardia de uma Corte que prioriza o corporativismo e a proteção de interesses instalados em detrimento da transparência e da defesa dos mais vulneráveis, aqueles que, ao contrário dos ministros vitalícios, dependem do suor de uma vida de trabalho para sobreviver com dignidade.
Essa interferência não só enfraquece a democracia representativa, como sinaliza que, para o STF, certos temas incômodos devem ser rapidamente arquivados.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
Foto: Divulgação