PREÇO DO DIESEL SOBE 22,5% EM MARÇO E ACENDE ALERTA NA ECONOMIA

REDAÇÃO

Alta do combustível impacta transporte, inflação e pressiona custos no país

O diesel disparou 22,5% em março e atingiu o preço médio de R$ 7,45 por litro na última semana, segundo dados da ANP, revelando o completo fracasso da política de combustíveis do governo Lula em proteger o bolso do brasileiro. 
Apesar do pacote emergencial anunciado em meados de março, com zeragem de PIS/Cofins, subvenções bilionárias e apelos para que os estados também bancassem parte da conta, o combustível essencial para o transporte de cargas, alimentos e produção rural continua subindo sem freio, impulsionado pela volatilidade internacional do petróleo, mas agravado pela crônica dependência brasileira de importações e pela baixa capacidade de refino interno.
Em vez de investir em previsibilidade, em maior produção nacional e em uma Petrobras focada em eficiência operacional, o governo opta pelo remédio paliativo de sempre: subsídios temporários pagos com dinheiro dos pagadores de impostos, ou repassados aos governadores, que distorcem o mercado, geram rombos fiscais e apenas adiam o ajuste inevitável. 
O resultado é previsível e doloroso: o custo logístico explode, pressionando a inflação de alimentos e bens de consumo; o setor produtivo sofre com margens apertadas; e o caminhoneiro, o agricultor e o consumidor final arcam com a conta mais pesada na bomba. 
Enquanto o Planalto celebra “medidas preventivas” e culpa fatores externos, a realidade nas ruas mostra que anos de intervencionismo, falta de investimentos estratégicos e preferência por populismo fiscal deixaram o Brasil refém de crises que poderiam ser mitigadas com políticas sérias de longo prazo. 
Aos R$ 7,45 o litro, o diesel é o símbolo de uma gestão que trata sintomas, mas nunca cura a doença estrutural da nossa vulnerabilidade energética.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
Foto: Agência Brasil