MOVIMENTAÇÕES MILIONÁRIAS DE EX-SÓCIO DO BANCO MASTER ENTRAM NA MIRA DE INVESTIGAÇÕES
REDAÇÃO
Aportes e resgates em curto intervalo reforçam suspeitas sobre uso de fundos em esquema financeiro
O ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, o empresário Augusto Lima (foto), injetou R$ 75,3 milhões em um único dia no fundo 918 FI MM CP, em 17 de setembro de 2019, e, poucos meses depois, realizou retiradas que somaram R$ 60 milhões, em movimentações que reforçam as suspeitas de uso de fundos como instrumentos de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial no escândalo do Master.
Essa operação-relâmpago, aporte bilionário seguido de resgates expressivos, ilustra o padrão de engenharia financeira suspeita que marcou o conglomerado liderado por Vorcaro, responsável pelo maior rombo já registrado no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com prejuízos que ultrapassam dezenas de bilhões de reais arcados, em última instância, pelos depositantes e pagadores de impostos brasileiros.
Enquanto o Banco Master era liquidado pelo Banco Central em meio a acusações de fraudes, superavaliação de carteiras de crédito, repasses para offshores e esquemas que envolveram até precatórios e fundos da Reag, ex-sócios como Lima movimentavam quantias astronômicas com agilidade impressionante, sugerindo que o “sistema” permitia a entrada e saída rápida de recursos sem o devido escrutínio.
Mais uma vez, o caso expõe a fragilidade da regulação financeira no Brasil e a capacidade de insiders do mercado de operar em escala bilionária, deixando para trás um rastro de prejuízos públicos e perguntas incômodas sobre quem realmente fiscalizava essas cirandas antes que o colapso se tornasse inevitável.
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