Declarações sobre pressão internacional e eleições brasileiras geram reação e intensificam embate político
Enquanto o senador Flávio Bolsonaro discursava na CPAC, nos Estados Unidos, pedindo que o país monitore a liberdade de expressão no Brasil e exerça pressão diplomática para que as instituições funcionem adequadamente nas eleições de outubro, um apelo legítimo por transparência e contra qualquer interferência externa, como a que ele atribui à administração anterior, membros do PSOL reagiram com histeria previsível, rotulando a fala como “lesa-pátria” e traição.
Essa indignação seletiva expõe o oportunismo e a hipocrisia da legenda de extrema-esquerda: o mesmo PSOL que historicamente flertou com ditaduras socialistas na América Latina, defendeu intervenções ideológicas internacionais quando convenientes e hoje integra uma base governista que não hesita em usar o aparato estatal para cercear vozes dissidentes, agora se arvora em defensora da soberania nacional.
Em vez de debater o mérito da preocupação com eleições justas e liberdade de expressão, valores universais que deveriam transcender siglas, os militantes do PSOL preferem o ataque pessoal e a narrativa conspiratória, revelando mais uma vez que, para eles, soberania só importa quando serve para proteger o poder da esquerda, nunca para questionar seus próprios excessos autoritários.
Texto: Rodolfo Oliveira
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