Decisão do governo Sánchez sobre bases e espaço aéreo repercute em meio à crise com o Irã
A Espanha do governo Pedro Sánchez tomou uma decisão lamentável e prejudicial à segurança coletiva: fechou seu espaço aéreo a aviões americanos envolvidos nas operações contra o regime iraniano e negou o uso das bases militares de Rota e Morón.
Em vez de apoiar o aliado da OTAN na contenção de uma teocracia que ameaça rotas marítimas vitais como o Estreito de Ormuz e financia terrorismo global, Madri optou pelo isolacionismo moralista, enfraquecendo o esforço conjunto para restaurar a estabilidade no Oriente Médio.Essa postura revela uma esquerda europeia que prioriza o discurso pacifista de fachada sobre responsabilidades concretas de defesa.
Ao impedir o sobrevoo e o apoio logístico dos EUA, a Espanha compromete a capacidade operacional aliada, beneficia indiretamente o Irã belicista e expõe a fragilidade da OTAN quando membros escolhem neutralidade seletiva diante de ameaças reais à economia mundial e à segurança energética.
Países como Espanha, que se beneficiam há décadas da proteção americana, agora viram as costas no momento crítico.A medida de Sánchez não promove a paz, apenas sinaliza fraqueza e divisionismo interno à aliança ocidental.
Enquanto o regime iraniano ataca refinarias e bloqueia rotas comerciais, a Espanha prefere condenar a resposta firme dos EUA e de Israel. Essa miopia geopolítica custa caro à credibilidade europeia e demonstra que, para alguns governos, a ideologia importa mais do que a defesa de interesses comuns contra o radicalismo expansionista.
Por: Rodolfo Oliveira
Foto: AFP