Denúncia apresentada à PF contra relator da CPMI do INSS não traz provas diretas e caso entra em fase inicial de apuração
A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolaram na Polícia Federal notícia de fato contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS. Eles acusam Gaspar de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos e de tentativa de ocultação dos fatos, incluindo suposta negociação de valores para comprar silêncio.
A acusação foi feita publicamente durante sessão da CPMI, no momento em que Gaspar apresentava seu relatório final, o que gerou tumulto e suspensão dos trabalhos. O documento entregue à PF não contém provas diretas do crime, apenas relatos, reproduções de conversas e indícios colhidos pelos parlamentares.
Alfredo Gaspar negou as acusações e afirmou tratar-se de uma confusão com um primo homônimo em Alagoas. Ele apresentou exame de DNA antigo que comprova não ser o pai biológico e divulgou vídeo da jovem envolvida negando qualquer relação de estupro com ele. Gaspar classificou a denúncia como “falsa, leviana e absolutamente irresponsável” e anunciou que prestará queixa contra Thronicke e Lindbergh Farias na Polícia Federal e no Conselho de Ética da Câmara por calúnia e difamação.
Em publicação nas redes sociais neste domingo (29 de março de 2026), Soraya Thronicke afirmou: “Não tenho que provar absolutamente nada”. Ela comparou o caso a ações de investigação de paternidade, citou a Súmula 301 do STJ e disse que, caso o exame de DNA comprove que Gaspar não é o pai, pedirá desculpas públicas.
O caso está em fase inicial de apuração na Polícia Federal.
Foto: Agência Senado