Categoria cobra criação do fundo de combate ao crime organizado e denuncia falta de estrutura no sistema penitenciário
Policiais penais anunciaram greve e ameaçam paralisar os presídios de segurança máxima do país como resposta à inércia do governo federal na criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc), prometido há anos para financiar o enfrentamento às facções que dominam as cadeias brasileiras.
Enquanto líderes de PCC, CV e outras organizações criminosas comandam de dentro das celas o tráfico, extorsões e planos de atentados pelo celular, os agentes, responsáveis pela custódia diária dos presos mais perigosos do Brasil, denunciam falta de efetivo, equipamentos precários, salários defasados e ausência de suporte operacional, tudo agravado pela lentidão burocrática de um governo que prioriza discursos de “direitos humanos” e agendas ideológicas em vez de dar condições mínimas de trabalho a quem mantém o sistema funcionando.
A ameaça de paralisação expõe a irresponsabilidade crônica do Estado: cria presídios de alto risco, enfraquece o combate às facções, deixa os servidores na linha de frente sem estrutura e, quando a corda arrebenta, finge surpresa com o risco de fuga em massa, motins ou colapso total da segurança pública.
No Brasil, o criminoso tem direito a tudo; o policial penal, cada vez mais, tem direito a quase nada, e a sociedade paga a conta com sangue quando o sistema, mais uma vez, falha por omissão.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação