OTAN: O “ALIADO EXTREMAMENTE NÃO CONFIÁVEL” QUE TRUMP FINALMENTE EXPÕE

REDAÇÃO

Presidente americano questiona atuação e compromisso dos aliados, reacendendo debate sobre o futuro da organização

O presidente Donald Trump voltou a fustigar a Otan, rotulando-a de “aliado extremamente não confiável” e “tigre de papel”, ao mesmo tempo em que ameaça seriamente retirar os EUA da aliança.
Essa deterioração expõe de forma crua a fragilidade estrutural da organização: uma entidade burocrática e parasita que, durante décadas, dependeu desproporcionalmente do poderio militar e financeiro dos EUA enquanto os europeus se esquivavam de cumprir metas de gastos em defesa e se recusavam a compartilhar riscos reais.
A recusa dos aliados em apoiar Washington no estreito de Ormuz ou em operações contra o Irã revela não só ingratidão, mas uma profunda hipocrisia; a Otan, criada para deter ameaças existenciais, mostrou-se incapaz ou relutante em atuar quando os interesses americanos estavam em jogo, preferindo criticar ou se abster enquanto colhia os benefícios da proteção unilateral de Washington.
Essa “parceria” assimétrica, que drenou recursos americanos por anos sem reciprocidade efetiva, chega ao limite lógico: uma aliança que não serve aos interesses nacionais dos EUA em 2026 não merece sobreviver como muleta para a inércia europeia.
Trump faz bem em questioná-la; o que resta é uma Otan obsoleta, enfraquecida por seu próprio parasitismo e pela incapacidade de evoluir além de um clube de dependentes.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Reuters