Ministro do STF determina perda de cargos após condenação, em decisão que gera críticas sobre devido processo e atuação da Corte
Em mais um capítulo da inquisição judicial que transformou o 8 de Janeiro em pretexto para perseguição seletiva, o ministro Alexandre de Moraes determinou a demissão imediata de coronéis da PMDF condenados pela Primeira Turma do STF por suposta “omissão” nos eventos de 2023, ignorando o ofício da própria corporação que pedia esclarecimentos sobre o rito constitucional para militares, muitos já na reserva, e atropelando garantias básicas como devido processo legal e ampla defesa.
A decisão de Moraes, que age como juiz, promotor e executor ao mesmo tempo, revela o autoritarismo disfarçado de “defesa da democracia”: enquanto criminosos comuns recebem todo tipo de benefício e progressão de regime, oficiais que cumpriram ordens ou simplesmente não adivinharam o caos em tempo real são tratados como inimigos de Estado, com penas desproporcionais de 16 anos de prisão e perda total de patentes e aposentadoria, sem que se prove qualquer ação dolosa ou conivência efetiva.
Essa pressa em destruir carreiras e famílias de militares expõe o que o Supremo vem praticando há anos: uma justiça de exceção, vingativa e desequilibrada, que pune com rigor desmedido um lado político enquanto acoberta invasões, depredações e omissões muito mais graves cometidas por outros atores, consolidando Moraes como o grande censor e algoz da nação, disposto a qualquer medida para manter o controle narrativo e eliminar vozes dissonantes.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação