KIM JONG-UN SE AFASTA DO IRÃ E NÃO COMENTOU A MORTE DE KHAMENEI DESDE O OCORRIDO

REDAÇÃO

Relatórios da inteligência sul-coreana indicam que Pyongyang não enviou armas ao Irã nem se manifestou sobre a morte de Khamenei, sinalizando cautela estratégica

A Coreia do Norte parece estar se distanciando de seu parceiro de longa data, o Irã, e gerenciando com cuidado suas mensagens públicas para manter aberta a possibilidade de um novo relacionamento com os Estados Unidos após a guerra no Oriente Médio. A avaliação foi feita por parlamentares sul-coreanos que participaram de uma reunião fechada com o Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul, o NIS, no dia 6 de abril de 2026.
De acordo com o NIS, Pyongyang não enviou armas nem suprimentos ao Irã desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. Além disso, o regime norte-coreano não emitiu condolências públicas pela morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em ataques aéreos. Também não enviou mensagens de parabéns ao novo líder, Mojtaba Khamenei, filho do falecido.
Essa postura discreta contrasta com a cooperação militar histórica entre os dois países, que inclui troca de tecnologias de mísseis e outros equipamentos. A inteligência sul-coreana acredita que o distanciamento é uma estratégia calculada de Kim Jong-un para deixar a porta aberta a possíveis negociações com Washington, especialmente em um momento em que o líder norte-coreano tem sinalizado disposição para dialogar se os Estados Unidos reconhecerem o status nuclear da Coreia do Norte e abandonarem políticas consideradas hostis.
O conflito no Irã também trouxe pressões econômicas adicionais para Pyongyang, o que reforça a cautela do regime. Até o momento, as declarações oficiais da Coreia do Norte sobre o tema têm sido moderadas, condenando os ataques dos Estados Unidos e de Israel, mas evitando manifestações mais fortes de apoio ao Irã.
A informação vem exclusivamente de avaliações da inteligência sul-coreana, que monitora de perto as ações de Pyongyang. Não se trata de uma declaração oficial do governo norte-coreano, e as relações entre os dois países são pragmáticas, o que significa que um esfriamento temporário não necessariamente indica o fim da parceria. O cenário pode evoluir rapidamente dependendo do desenrolar do conflito no Oriente Médio e das dinâmicas diplomáticas envolvendo Estados Unidos, Rússia e China.
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