ARBÍTRIO DE MORAES: MILITARES PRESOS POR QUESTIONAR URNAS ELETRÔNICAS EM MAIS UMA CAÇADA POLÍTICA

REDAÇÃO

Decisão faz parte do núcleo 4 de investigações sobre tentativa de golpe e envolve acusações de disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão de militares condenados no chamado núcleo 4 da “trama golpista”, sob a acusação de terem espalhado “desinformação” sobre as urnas eletrônicas, mais um capítulo da implacável caçada judicial que transforma questionamentos legítimos sobre a lisura do sistema eleitoral em crime grave passível de anos de reclusão.
Esses oficiais, agora recolhidos por ordem do mesmo relator que conduziu o processo com mão de ferro, foram condenados por expressar dúvidas e divulgar informações que contrariavam a narrativa oficial de que as urnas são infalíveis, em um país onde transparência total, auditoria independente e recontagem de votos nunca foram plenamente permitidas.
Enquanto Moraes erige-se em censor-mor da República, criminalizando vozes militares e civis que ousaram questionar vulnerabilidades técnicas já apontadas por especialistas e relatadas em diversos países, o Judiciário brasileiro aprofunda sua imagem de instrumento de perseguição política seletiva: pune com rigor quem duvida das urnas, mas mantém em silêncio absoluto sobre fraudes comprovadas em outros contextos ou sobre a própria falta de auditabilidade do modelo brasileiro.
Essa prisão, exemplificativa não reforça a democracia, apenas consolida o autoritarismo de toga, onde discordar do STF virou sinônimo de golpe, e o direito à livre manifestação e à crítica institucional é tratado como ameaça existencial que justifica o arbítrio.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação