Declaração de Edinho Silva indica continuidade da liderança do presidente e ausência de disputa interna no partido
São Paulo, 10 de abril de 2026:
Ignorando o desgaste natural de um presidente com mais de 80 anos, sinais claros de esgotamento do seu projeto e uma gestão marcada por escândalos e baixa popularidade, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, confirmou nesta quinta-feira que Luiz Inácio Lula da Silva será o candidato do partido à reeleição nas eleições de 2026.
Durante um jantar com empresários promovido pelo grupo Esfera, em São Paulo, Edinho Silva tratou como mera formalidade a declaração recente de Lula de que “dificilmente” não seria candidato. Com tom autoritário, o dirigente petista declarou: “Claro que o presidente Lula é candidato”, minimizando qualquer possibilidade de debate interno ou surgimento de novas lideranças.
A fala expõe o que críticos há muito denunciam: o PT vive refém de uma figura do passado, incapaz de apresentar alternativas ou renovar seu quadro. Em vez de abrir espaço para nomes mais jovens ou com menor rejeição, o partido opta novamente por apostar todas as fichas em Lula, um político que já completou oito anos no poder entre 2003 e 2010 e que agora busca um terceiro mandato não consecutivo.
Edinho justificou a decisão afirmando que Lula seria “a liderança mais preparada” para o momento atual. A declaração soa como um tapa na cara de quem esperava algum sinal de autocrítica após os problemas econômicos, o aumento da violência, as denúncias de corrupção e a polarização exacerbada que marcaram o atual governo.
A convenção nacional do PT, prevista para junho ou julho, deve apenas chancelar formalmente o que já está decidido nos bastidores: o partido seguirá grudado em seu líder máximo, mesmo que isso signifique repetir os mesmos erros e confrontos do passado.
Com a confirmação, o PT oficializa sua estratégia de 2026: não é sobre o Brasil, é sobre manter Lula no poder a qualquer custo.
Foto: PR