Enquanto o Maranhão afunda em pobreza e desemprego, o governo se preocupa em derrubar estátua da Havan
São Luís, 14 de abril de 2026
Em mais um exemplo de prioridades invertidas, o Ministério Público do Maranhão ajuizou Ação Civil Pública para retirar a icônica estátua da Havan instalada na megaloja do bairro do Cohajap, em São Luís. A ação acusa irregularidades no licenciamento do monumento de 35 metros — uma réplica da Estátua da Liberdade usada como engenho publicitário — e cobra do Município de São Luís falha na fiscalização. O promotor Cláudio Rebêlo Correia Alencar pede que a Havan regularize a estrutura em 30 dias ou a remova, além de indenização por dano moral coletivo de pelo menos R$ 500 mil, sob alegação de “poluição visual” e desrespeito à ordem urbanística. O Município também é responsabilizado pela suposta omissão.
Enquanto o governo do Maranhão gasta energia judicial para discutir uma estátua privada que gera empregos e atrai consumidores, o estado continua carregando os piores indicadores sociais do Brasil. Com IDH de apenas 0,676, o Maranhão ostenta há anos a lanterna nacional no Índice de Desenvolvimento Humano, atrás até de países como El Salvador. Educação precária, saúde deficiente e qualidade de vida baixa marcam a realidade da maioria da população.
Os números de emprego também não salvam a imagem: apesar de o governo celebrar quedas pontuais na taxa de desemprego, o estado registra uma das maiores informalidades do país (acima de 58%), com milhares de maranhenses sobrevivendo sem direitos trabalhistas, carteira assinada ou qualquer perspectiva de crescimento real.
Em vez de focar na atração de investimentos, geração de empregos formais e melhoria urgente dos serviços públicos, o poder público maranhense prefere perseguir símbolos de iniciativa privada. A estátua da Havan, que representa liberdade econômica e empreendedorismo, incomoda mais do que a miséria que assola bairros inteiros de São Luís e do interior.
Essa ação revela o DNA intervencionista de uma gestão que, ao longo de anos, não conseguiu tirar o Maranhão do fundo do poço social e econômico, mas não perde tempo quando se trata de atacar quem gera riqueza e oportunidade no estado.
A Havan ainda não se manifestou oficialmente sobre a ação. O processo tramita na Justiça e pode resultar na remoção do monumento caso o juiz acate o pedido liminar do MP.
Texto: Redação Diário 360
Foto: Reprodução