QUASE R$ 1 BILHÃO GASTOS EM VIAGENS INTERNACIONAIS: O VERDADEIRO “BRASIL VOLTOU”, MAS SÓ DE JATINHO

REDAÇÃO

Gastos com viagens oficiais somam bilhões e levantam debate sobre prioridades e uso de recursos públicos

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva segue gastando sem qualquer freio com viagens internacionais, enquanto milhões de brasileiros enfrentam dificuldades para pagar contas básicas, lidam com filas intermináveis no sistema de saúde e veem a educação pública afundar em precariedade.
Os números são escandalosos. Desde o início do terceiro mandato, em 2023, o Planalto já consumiu quase um bilhão de reais apenas em deslocamentos ao exterior. As comitivas viajam inchadas, hospedam-se em hotéis de luxo e utilizam jatinhos da Força Aérea Brasileira com frequência, tudo pago pelo dinheiro do contribuinte. O resultado é um descolamento preocupante da realidade nacional.
Os dados oficiais revelam o tamanho do problema. Os gastos totais com viagens a serviço de ministérios e órgãos federais somaram cerca de sete bilhões de reais entre 2023 e 2025. Em 2023 foram 2,29 bilhões, em 2024 o recorde de 2,37 bilhões e em 2025 ainda 2,35 bilhões, praticamente no mesmo patamar elevado. As viagens internacionais representam centenas de milhões por ano, enquanto a maior fatia vai para deslocamentos dentro do Brasil.
Só as viagens internacionais do próprio presidente Lula custaram ao menos 44,4 milhões de reais em 2025, em 16 missões ao exterior. A ida à França foi a mais cara, com 12 milhões de reais em apenas seis dias. Hospedagens sofisticadas consumiram quase 19 milhões de reais naquele ano, e o aluguel de veículos, incluindo carros blindados, devorou outros 20 milhões. Paris e Nova York lideraram os gastos, com diárias que chegaram a dezenas de milhares de reais por noite.
Em 2026 o ritmo não diminuiu. Nos primeiros 40 dias do ano, o governo já havia torrado 33,5 milhões de reais em viagens, sendo 4,6 milhões só no exterior. Em certos períodos, as despesas diárias superam quatro milhões de reais. O total não inclui todos os custos operacionais dos aviões da FAB, que permanecem em grande parte sob sigilo.
Enquanto isso, o cidadão comum sofre. A inflação castiga os preços dos alimentos, o SUS não consegue atender a demanda e as escolas entregam resultados pífios. O contraste não poderia ser mais brutal: o governo voa em grande estilo, com delegações numerosas que misturam ministros, assessores e acompanhantes, mas deixa para trás problemas graves que afetam diretamente a vida das famílias brasileiras.
Os defensores do governo insistem que essas viagens atraem investimentos e fortalecem a diplomacia. Na prática, porém, o volume de recursos e o estilo ostentatório das comitivas levantam dúvidas sérias sobre as prioridades reais. Em um país com contas públicas apertadas e necessidade urgente de controle de gastos, torrar bilhões em luxo diplomático soa como desperdício puro e simples.
O governo prometeu austeridade em diversos momentos, mas os fatos mostram o contrário. Uma máquina pública inchada que não hesita em voar alto, enquanto o chão do Brasil continua cheio de buracos e o povo paga a conta sem ver retorno proporcional.
Essa farra revela uma escolha clara: priorizar o palanque internacional em detrimento das urgências internas. O contribuinte brasileiro tem todo o direito de exigir moderação e transparência total. Viagens oficiais podem ser necessárias, mas não podem se transformar em rotina de ostentação custeada pelo suor do trabalhador. O Brasil merece um governo que finalmente pise no freio antes que a conta fique ainda mais impagável.
Texto: Redação Diário 360
Foto: Reprodução