Volume milionário de consignados envolvendo militares levanta questionamentos sobre transparência e critérios de credenciamento
As Forças Armadas do Brasil revelam uma relação financeira inquietante ao repassarem R$ 137,3 milhões ao Banco Master entre 2020 e 2026, montante oriundo de descontos em folha de empréstimos consignados contraídos por militares da ativa e da reserva.
Embora as Forças aleguem atuar apenas como intermediárias, sem prejuízo aos cofres públicos, o volume, equivalente a 12,6% de tudo o que o banco recebeu de órgãos federais no período, expõe uma dependência preocupante de uma entidade que, na prática, canalizou recursos de servidores públicos para um banco envolvido em investigações de fraudes, lavagem de dinheiro e operações suspeitas.
O salto exponencial nos repasses após a chegada de Daniel Vorcaro ao controle da instituição levanta questionamentos sobre critérios de credenciamento, possível influência indevida e a vulnerabilidade de militares endividados, transformando o que deveria ser uma simples operação de crédito em mais um capítulo de um esquema que drena recursos do Estado para circuitos financeiros opacos, enquanto a transparência das instituições militares ficam sob suspeita.
Texto: Rodolfo Oliveira
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