Investigação aponta esquema de ocultação de bens ligado ao tráfico e cumpre mandados no Rio de Janeiro
Uma operação deflagrada nesta terça-feira (29) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro colocou novamente em evidência o braço financeiro do Comando Vermelho (CV). A ação, conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), tem como foco a investigação de um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens ligados ao tráfico de drogas.
Entre os principais alvos estão o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, além de sua mãe, Márcia Gama Nepomuceno, e seu irmão, Lucca Nepomuceno. De acordo com as autoridades, o objetivo desta fase da operação é desarticular a estrutura responsável por movimentar e dissimular recursos ilícitos provenientes da facção.
Mandados de busca e prisão foram expedidos e cumpridos em diversos endereços. A residência de Lucca Nepomuceno chegou a ser alvo dos agentes, mas ele não foi localizado e é considerado foragido. Oruam e outros familiares também estão sendo procurados pelas equipes policiais.
As investigações apontam que o grupo familiar teria participação na administração e ocultação de patrimônio vinculado ao Comando Vermelho, organização criminosa que atua há décadas no estado. O caso também remete ao histórico de Marcinho VP, pai do artista, apontado como uma das principais lideranças da facção e atualmente preso.
A mãe de Oruam já havia sido citada em operações anteriores contra o mesmo grupo, incluindo ações recentes realizadas em março deste ano. Segundo a Polícia Civil, há indícios de continuidade nas atividades investigadas, o que motivou a nova ofensiva.
Oruam também acumula antecedentes judiciais e já foi alvo de investigações por suposta ligação com o tráfico, além de responder por acusações como resistência, lesão corporal e tentativa de homicídio contra agentes de segurança em ocorrências passadas. Em situações anteriores, o artista chegou a ser considerado foragido e teria violado medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
A operação segue em andamento, e novas diligências não estão descartadas. A Polícia Civil informou que outras fases podem ser realizadas conforme o avanço das investigações, especialmente no rastreamento de fluxos financeiros e identificação de novos envolvidos.
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