CNN BRASIL: PETISTAS ESTÃO APREENSIVOS COM NOVA FORMAÇÃO DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL E TEMEM QUE KASSIO NUNES MARQUES NÃO SEJA COMO ALEXANDRE DE MORAES.

REDAÇÃO

Mudança no comando do TSE provoca apreensão no PT, que teme postura menos rigorosa da Corte no combate à desinformação nas eleições de 2026

Brasília – A posse de Kassio Nunes como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao lado de André Mendonça como vice-presidente, gerou desconforto e preocupação entre dirigentes e parlamentares do PT.
A mudança na cúpula da corte eleitoral é vista internamente como um retrocesso no enfrentamento às fake news e à desinformação, especialmente às vésperas das eleições de 2026.
De acordo com fontes petistas ouvidas pela CNN, a saída de Alexandre de Moraes da presidência do TSE representa a perda de uma atuação firme e centralizada no monitoramento de conteúdos falsos nas redes sociais.
Ministros do partido avaliam que Kassio Nunes, conhecido por um perfil mais moderado e dialogal, deve adotar uma linha menos rigorosa, o que poderia abrir espaço para o avanço de narrativas bolsonaristas e ataques à democracia.
O temor é ainda maior com o crescimento do uso de inteligência artificial na criação de conteúdos manipulados.
Petistas temem que a nova formação do TSE não esteja preparada para responder com a mesma agilidade e dureza observada nos últimos ciclos eleitorais, quando o tribunal atuou de forma enérgica contra perfis e publicações consideradas antidemocráticas.
A preocupação se estende ao plenário da corte.
Com a renovação, o PT perde um aliado visto como combativo e ganha ministros cuja trajetória é associada a posições mais conservadoras, o que pode alterar o equilíbrio de decisões sobre cassações, inelegibilidades e punições a candidatos e partidos.
Dirigentes petistas acompanham o novo cenário com cautela e já discutem internamente estratégias para pressionar por maior rigor no combate à desinformação.
Para muitos no partido, a nova gestão do TSE chega em um momento delicado e pode representar um obstáculo significativo aos planos eleitorais para 2026.
Foto: STF