Crescimento do endividamento e custo elevado do crédito aumentam preocupações com o equilíbrio fiscal e o impacto nas próximas gerações.
O Tesouro Nacional vem pagando juros reais explosivos de IPCA + 8% sobre parcela significativa da dívida pública, um patamar inédito mesmo para padrões brasileiros de instabilidade fiscal.
Com essa taxa, a dívida bruta em valores nominais tende a dobrar em menos de seis anos, enquanto em termos reais o estrago se materializa em menos de uma década, engolindo cada vez mais recursos que poderiam ir para saúde, educação e infraestrutura.
Trata-se de gastança sem freios do governo Lula, que prioriza despesas correntes eleitoreiras e subsídios clientelistas em vez de conter o descontrole das contas públicas.
O resultado é o hipotecamento explícito do futuro: as gerações mais jovens herdarão uma bomba-relógio de juros e impostos mais altos, sacrificando crescimento e oportunidades em nome da irresponsabilidade fiscal de hoje.
Sem um ajuste estrutural urgente, o Brasil caminha para um ciclo vicioso de dívida crescente, credibilidade destruída e empobrecimento coletivo.
Texto: Rodolfo Oliveira
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