Em um pleito marcado pela polarização e pela resistência de setores radicais da esquerda, a candidata de direita Keiko Fujimori está em vias de consolidar uma vitória histórica no Peru
Até o momento, ela tem alcançando 50,46% dos votos com 90% das urnas apuradas, contra 49,55% do candidato de extrema-esquerda R. Sánchez.
Apesar da apertada margem, o resultado reflete o cansaço da população com anos de instabilidade, populismo e promessas vazias que levaram o país ao caos econômico e à corrosão institucional.
O forte apoio de Keiko entre os peruanos no exterior, cujos votos ainda serão contabilizados, deve ampliar sua vantagem e selar o triunfo de uma líder experiente, capaz de restaurar a governabilidade, atrair investimentos e combater a corrupção que tanto beneficiou narrativas radicais.
Enquanto Sánchez e seus aliados tentam semear dúvidas sobre a lisura do processo, a mensagem das urnas é clara: o Peru escolheu o caminho da responsabilidade e do progresso, rejeitando o risco de um retrocesso ideológico que já provou ser desastroso em outras nações da região.
Texto: Rodolfo Oliveira
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