HIPOCRISIA SEM LIMITES? CRÍTICOS ACUSAM STF DE ADOTAR CRITÉRIOS DIFERENTES PARA ATUAÇÃO POLÍTICA NO EXTERIOR

REDAÇÃO

O Supremo Tribunal Federal, em um país onde a “democracia relativa” virou doutrina oficial, exibe uma compreensão seletiva e escandalosa do que constitui “lobby contra o Brasil”.

Enquanto parlamentares petistas viajam aos Estados Unidos para articular contra a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, facções que controlam o narcotráfico, aterrorizam comunidades e desafiam a soberania nacional, o STF nada vê de ilícito.
Da mesma forma, ignora ou relativiza as viagens de Lula pelo mundo criticando o Brasil em busca de apoio externo, as doações de ditaduras e entidades ligadas a George Soros, tratadas como mera “diplomacia”.
No entanto, quando opositores denunciam a existência de presos políticos e o encarceramento do principal líder da oposição, o mesmo STF enxerga crime de “coação” ou “lobby prejudicial”, como no caso recente de condenações envolvendo Eduardo Bolsonaro.
Essa hipocrisia institucional transforma a Corte em árbitro partidário: o que enfraquece o governo de plantão é patriotismo; o que expõe suas falhas, traição.
No tribunal da democracia seletiva, o verdadeiro crime não é prejudicar o país, mas desafiar o poder que o controla.
Um absurdo que erode, dia após dia, a credibilidade das instituições.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação