PF DEFLAGRA OPERAÇÃO CONTRA SUSPEITAS DE FRAUDES EM CONTRATOS DE MERENDA ESCOLAR NO CEARÁ

REDAÇÃO

Investigação apura possíveis desvios de recursos da alimentação escolar e irregularidades em licitações nos municípios de Aracati, Fortim e Beberibe

Aracati, Fortim e Beberibe – A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira, mandados de busca e apreensão em três municípios do litoral cearense como parte de investigação sobre irregularidades em licitações e contratos de fornecimento de merenda escolar. Os alvos são investigados por crimes como peculato, corrupção ativa e passiva, entre outros.
De acordo com informações oficiais, a operação apura um suposto esquema que envolveria empresa sem estrutura logística e operacional compatível participando de processos licitatórios, recebendo recursos públicos e apresentando movimentações financeiras atípicas. As investigações apontam para possível direcionamento de contratações e desvio de recursos destinados à alimentação de estudantes da rede municipal. Os valores totais ainda não foram detalhados oficialmente, mas fraudes nessa área prejudicam diretamente o orçamento da educação básica.
A ação foi realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), com cumprimento de 7 mandados de busca e apreensão expedidos pela 16ª Vara da Justiça Federal. As investigações tiveram início em 2025, a partir de indícios de irregularidades nos contratos dos municípios envolvidos.
Até o momento, não há confirmação de prisões, apenas o cumprimento de mandados de busca. Os investigados, que incluem possivelmente servidores públicos e empresários, ainda não se manifestaram publicamente. Caso as acusações sejam comprovadas, responderão por crimes contra a administração pública.
A merenda escolar é um dos principais mecanismos de garantia alimentar e permanência dos alunos em sala de aula, especialmente em regiões de vulnerabilidade social. Casos como este evidenciam que recursos essenciais para crianças e adolescentes podem estar sendo desviados, comprometendo a qualidade do serviço público e a confiança da população nas instituições.
A PF informou que as investigações continuam em andamento.
Foto: PF