POLÍCIA DIZ QUE VEREADOR SENIVAL MOURA (PT) FOI PERDOADO PELO PCC APÓS DEVOLVER DINHEIRO ROUBADO

REDAÇÃO

Investigação da operação última parada aponta que parlamentar teria escapado de condenação do “tribunal do crime” após devolver valores cobrados pela facção criminosa

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram a Operação Última Parada, que resultou na prisão do vereador Senival Moura. A investigação tem como foco um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC dentro da empresa de ônibus Transunião, uma das concessionárias que atuam no transporte público da capital paulista.
De acordo com os investigadores, a organização criminosa utilizava a estrutura empresarial para movimentar recursos ilícitos e ocultar valores obtidos em atividades criminosas. O caso é resultado de uma apuração que se estende desde 2022 e envolveu análise de documentos, movimentações financeiras e interceptações autorizadas pela Justiça.
Os documentos reunidos pela operação apontam que Senival Moura e o ex-presidente da Transunião, Adauto Soares Jorge, teriam sido condenados à morte pelo chamado “tribunal do crime” do PCC após divergências relacionadas ao destino de recursos controlados pela facção.
Segundo a investigação, Senival teria evitado a execução após devolver parte dos valores cobrados pela organização criminosa e em razão de sua influência política. Já Adauto Soares Jorge acabou sendo executado em 2020, em um episódio que agora passou a ser relacionado ao contexto investigado pela força-tarefa.
A operação também trouxe novos questionamentos sobre a presença do crime organizado em setores estratégicos da economia paulista, especialmente no sistema de transporte coletivo, que movimenta bilhões de reais e atende milhões de passageiros diariamente.
Além das prisões e buscas realizadas, os investigadores seguem analisando contratos, empresas e possíveis conexões entre integrantes da facção e agentes que exerciam influência sobre a administração dos negócios ligados ao transporte urbano.
Senival Moura nega todas as acusações apresentadas pelas autoridades e afirma não possuir qualquer ligação com o PCC. Enquanto isso, ele permanece preso preventivamente, e o caso continua sob investigação para esclarecer a extensão do esquema e a participação de cada envolvido.
Foto: Divulgação