Partido encaminha caso de Senival moura ao conselho de ética e afirma que seguirá procedimentos internos antes de decidir sobre eventual expulsão
O vereador de São Paulo Senival Moura (PT) foi preso no dia 25 de junho de 2026 durante a Operação Última Parada, realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A investigação aponta que ele teria atuado como controlador tático e financeiro da empresa de ônibus Transunião, suspeita de ser utilizada em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
Segundo as investigações, o esquema teria movimentado cerca de R$ 15 milhões. Senival Moura está em seu sexto mandato como vereador e, de acordo com a polícia, exercia um papel estratégico na relação entre interesses políticos, o setor de transporte coletivo e integrantes da organização criminosa.
Apesar da gravidade das acusações e da repercussão do caso, o PT ainda não abriu um processo formal de expulsão do parlamentar. A direção municipal informou que o caso foi encaminhado ao Conselho de Ética do partido, que deverá conduzir uma apuração interna antes de qualquer decisão definitiva.
A postura do partido gerou críticas de adversários políticos e de parte da opinião pública. Setores da oposição afirmam que a ausência de uma medida imediata pode ampliar o desgaste da legenda, especialmente em um período de forte atenção ao cenário político em São Paulo.
O caso também resgata um episódio de 2014, quando Senival Moura já havia sido investigado por denúncias de ligações com o PCC. Na ocasião, o PT expulsou seu irmão, Luiz Moura, então deputado estadual, mas decidiu não aplicar punições ao vereador após análise interna.
Na Câmara Municipal de São Paulo, vereadores da oposição protocolaram pedidos de cassação do mandato de Senival Moura por suposta quebra de decoro parlamentar. Os requerimentos deverão ser analisados conforme os trâmites regimentais da Casa.
A prisão de Senival Moura é um fato confirmado por diversos veículos de imprensa. Já a avaliação de que o PT estaria “protelando para que o caso seja esquecido” corresponde a uma interpretação política presente em artigos de opinião e colunas, enquanto o partido sustenta que seguirá os procedimentos internos antes de decidir sobre eventual afastamento ou expulsão do vereador.
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