Documento do Departamento de Estado acusa o governo cubano de infiltração, recrutamento ideológico e compartilhamento de informações com Rússia, China e Irã; Havana nega as alegações.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou um relatório em que acusa o governo de Cuba de conduzir uma ampla campanha de espionagem e subversão contra os interesses americanos ao longo de décadas. Segundo o documento, a atuação cubana teria alcançado níveis considerados sem precedentes por Washington.
De acordo com o relatório, Cuba teria conseguido infiltrar pessoas ligadas aos seus interesses em posições estratégicas dentro do governo dos Estados Unidos. A acusação afirma que essa operação foi construída ao longo de muitos anos, com foco em cargos de influência política, diplomática e de inteligência.
O documento também sustenta que a inteligência cubana utilizou uma estratégia de recrutamento ideológico de longo prazo. Segundo os EUA, estudantes e ativistas considerados promissores eram identificados e acompanhados durante anos antes de alcançarem funções relevantes na administração pública.
Outra acusação apresentada é a de que o regime cubano teria apoiado financeiramente e treinado grupos ligados à militância de esquerda e ao terrorismo em diferentes períodos da Guerra Fria, tanto nos Estados Unidos quanto em outros países do Hemisfério Ocidental.
O relatório ainda afirma que parte das informações obtidas por meio dessas operações teria sido compartilhada com países considerados adversários estratégicos de Washington, incluindo Rússia, China e Irã, ampliando as preocupações com a segurança nacional americana.
As acusações foram divulgadas durante o governo do presidente Donald Trump e fazem parte de uma política de endurecimento da postura dos Estados Unidos em relação ao regime cubano. O secretário de Estado, Marco Rubio, tem defendido novas medidas de pressão diplomática e econômica contra Havana.
Até o momento, as alegações representam a posição oficial do governo dos Estados Unidos. Cuba historicamente rejeita acusações desse tipo, classificando-as como politicamente motivadas e negando envolvimento em operações de espionagem descritas por Washington.
A divulgação do relatório aumenta a tensão entre os dois países e reforça o debate sobre segurança, inteligência e influência estrangeira. O tema deve continuar repercutindo no cenário internacional à medida que novas informações e eventuais respostas oficiais de Cuba forem apresentadas.
Foto: White House