HADDAD JOGA CULPA EM GOVERNADORES E CONGRESSO POR “TAXA DAS BLUSINHAS” QUE ELE PRÓPRIO APOIOU COM CONVICÇÃO

REDAÇÃO

Ex-ministro tenta se distanciar da cobrança de 20% sobre remessas de até US$ 50, apesar de ter defendido publicamente a medida como forma de equilibrar a concorrência entre plataformas estrangeiras e o varejo nacional.

Fernando Haddad tenta se distanciar da polêmica “taxa das blusinhas” ao afirmar que a cobrança “não tem nada a ver” com ele e jogar a responsabilidade sobre governadores e Congresso, apesar de a medida ter sido aprovada durante sua gestão no Ministério da Fazenda.
O petista, no entanto, não consegue esconder o rastro de suas próprias defesas públicas: em junho de 2024 celebrou o envolvimento dos parlamentares e o “denominador comum” da alíquota de 20% sobre remessas de até US$ 50, depois justificou a tributação como forma de “equilibrar o jogo” entre plataformas estrangeiras e o varejo nacional, e ainda em maio deste ano o próprio presidente Lula confirmou que Haddad “acreditava realmente” na medida e a defendia “com convicção” para proteger a indústria brasileira.
A tentativa de lavar as mãos revela agora um cálculo político oportunista, em que o ex-ministro busca escapar do desgaste popular de uma taxação que ele mesmo ajudou a construir e legitimar.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação