SOB GOVERNO LULA, BRASIL BATE RECORDE HISTÓRICO COM R$ 180 BILHÕES EM DÍVIDAS DE EMPRESAS EM CRISE

REDAÇÃO

Recuperações judiciais e extrajudiciais atingem patamar inédito, pressionadas por juros altos e crédito restrito.

SÃO PAULO — O volume de dívidas de empresas em processos de reestruturação no Brasil atingiu o maior patamar de sua história, superando a marca de R$ 180 bilhões em passivos sob recuperação judicial e extrajudicial. O recorde foi consolidado nesta semana após a petroquímica Braskem ingressar com um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 56,5 bilhões, somando-se a outros grandes conglomerados como Raízen (R$ 65 bilhões) e Grupo Casas Bahia (R$ 17 bilhões) que recorreram aos mesmos mecanismos de proteção contra credores. Sob a ótica de analistas de mercado, a escalada bilionária dos passivos corporativos joga luz sobre o ambiente de negócios adverso enfrentado pelas companhias nacionais durante a atual gestão federal.
Críticos e opositores ao Palácio do Planalto apontam que a onda de inadimplência e reestruturações em massa reflete os efeitos colaterais de uma política econômica que falhou em sinalizar austeridade e atrair novos investimentos, pressionando a manutenção dos juros em patamares elevados para conter riscos inflacionários. O cenário de crédito restrito e encarecido afeta não apenas gigantes de capital aberto, mas também as bases da economia, com o número de empresas em recuperação judicial ativa saltando para o recorde de 6.341 negócios no primeiro semestre de 2026, impulsionado sobretudo por micro e pequenas empresas. Setores produtivos argumentam que a persistência desse estrangulamento financeiro drena a capacidade de geração de empregos e eleva o risco de uma desaceleração ainda mais profunda na atividade industrial e varejista do país.
Em contrapartida, governistas defendem que os pedidos de recuperação são reflexos de heranças inflacionárias globais e de reestruturações setoriais específicas, minimizando a relação direta com as diretrizes do Executivo. No entanto, para especialistas em finanças corporativas, o volume inédito de dívidas sob tutela judicial impõe um forte desgaste político ao governo Lula, evidenciando que as medidas econômicas adotadas até o momento têm se mostrado insuficientes para devolver a sustentabilidade e a confiança ao ambiente corporativo brasileiro.
Foto: PR