PF REVELA “SICÁRIO”, FUNCIONÁRIO DE VORCARO QUE MONITORAVA E DERRUBAVA NOTÍCIAS SOBRE BANCO MASTER E MORAES

REDAÇÃO

Relatório da Polícia Federal aponta que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, acompanhava publicações na internet e informava Daniel Vorcaro sobre a remoção de conteúdos considerados prejudiciais ao banco e a pessoas ligadas ao caso

Relatório da Polícia Federal que teve o sigilo retirado revelou detalhes sobre a atuação de um funcionário de confiança do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, identificado como Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, que utilizava o codinome “Sicário” em conversas internas.
Segundo a investigação, o colaborador teria sido responsável por monitorar publicações na internet e acompanhar a retirada de conteúdos considerados prejudiciais à imagem do Banco Master e de pessoas relacionadas ao caso.
As mensagens recuperadas pela PF mostram Mourão enviando atualizações a Vorcaro sobre supostas remoções de links de reportagens. Em uma das conversas, o funcionário teria informado: “Mais dois links derrubados”.
De acordo com o relatório, entre os conteúdos removidos estavam publicações que mencionavam contratos envolvendo o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
A investigação aponta que, em outros momentos, Mourão teria informado novamente ao ex-banqueiro sobre novas retiradas de publicações do ar, celebrando os resultados da atuação com mensagens como “Mestre, links derrubados hoje”.
Os investigadores afirmam que as conversas indicariam uma operação de monitoramento constante da repercussão negativa envolvendo o banco e seus negócios, com comunicação em tempo real sobre a retirada dos conteúdos.
O relatório da PF também cita que os links removidos envolviam outros assuntos relacionados ao Banco Master e ao próprio Vorcaro, incluindo reportagens sobre negociações e questões financeiras.
A perícia realizada nos dispositivos apreendidos foi utilizada pelos investigadores para reconstruir a troca de mensagens e identificar a atuação atribuída ao funcionário.
O caso passou a ganhar destaque após a divulgação de documentos da investigação que apontam uma estrutura de acompanhamento da imagem pública do ex-banqueiro e do banco na internet.
As informações fazem parte do relatório da Polícia Federal, e os envolvidos citados na investigação ainda podem apresentar suas manifestações e defesas sobre os fatos apontados.
Foto: Divulgação