Nova pesquisa Quaest mostra desaprovação acima da aprovação, que recuou para 45%; investigações envolvendo Lulinha ampliam a pressão sobre o governo em meio à aproximação das eleições de 2026
O levantamento mostra que o desgaste não ocorre de maneira uniforme entre os diferentes grupos do eleitorado. Entre os jovens e os eleitores que se declaram independentes, os indicadores apresentam piora, sinalizando dificuldades do governo em ampliar sua base de apoio justamente entre segmentos importantes para a formação de uma maioria eleitoral.
O cenário ganha ainda mais peso diante das investigações da Polícia Federal que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. A repercussão do caso coloca a família de Lula novamente no centro do debate político e cria uma frente adicional de pressão sobre o governo, especialmente em um período no qual adversários buscam explorar qualquer sinal de fragilidade na imagem do presidente.
Apesar de a pesquisa não estabelecer uma relação direta entre as investigações envolvendo Lulinha e a avaliação do governo, a coincidência temporal aumenta a pressão política sobre Lula. Com a desaprovação ainda superior à aprovação e a disputa eleitoral se aproximando, episódios envolvendo integrantes da família presidencial podem se transformar em temas recorrentes do debate público e contribuir para ampliar o desgaste da administração.
O resultado da Quaest, portanto, apresenta um governo relativamente estável nos números gerais, mas diante de um cenário político mais delicado. A manutenção da desaprovação em 48%, somada à queda da aprovação e à piora entre jovens e independentes, indica que Lula entra no período eleitoral precisando preservar sua base e, ao mesmo tempo, recuperar espaço entre setores do eleitorado onde demonstra maior dificuldade.
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