MORAES ACUSA MENDONÇA DE ABUSO DE AUTORIDADE E LEVA CASO AO INQUÉRITO DAS FAKE NEWS

REDAÇÃO

Ministro aponta supostos “fortes indícios” de irregularidades e pede investigação contra André Mendonça por possíveis crimes, ampliando a crise interna no STF em meio às disputas envolvendo o caso Banco Master

O ministro Alexandre de Moraes protagonizou um novo capítulo da crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF) ao solicitar a abertura de investigação contra o ministro André Mendonça dentro do chamado Inquérito das Fake News.
Segundo a decisão, Moraes apontou a existência de “fortes indícios” de possíveis irregularidades e encaminhou o pedido ao presidente da Corte, Edson Fachin, para as providências necessárias.
Mendonça passou a ser alvo de apuração envolvendo suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade, conforme os argumentos apresentados no pedido.
O caso amplia a tensão entre integrantes do STF e ocorre em meio a uma disputa envolvendo decisões relacionadas a investigações conduzidas pela Polícia Federal e relatórios ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A alegação apresentada é de que teria ocorrido perda de imparcialidade em determinadas relatorias, com suposto direcionamento de investigações por razões políticas.
O episódio também reacende o debate sobre o Inquérito 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News, que tramita desde 2019 e continua sendo alvo de discussões sobre seus limites jurídicos.
A investigação foi aberta originalmente para apurar ataques, ameaças e divulgação de informações consideradas falsas contra ministros do Supremo, mas ao longo dos anos acumulou novos desdobramentos.
Com a nova decisão, documentos que estavam sob sigilo foram liberados e encaminhados à Procuradoria-Geral da República para análise.
O movimento aumenta a pressão sobre o STF em um momento de forte desgaste institucional e de questionamentos públicos sobre a atuação da Corte.
O caso envolvendo Moraes e Mendonça passa a ser mais um dos episódios que colocam em evidência os conflitos internos do Supremo e a disputa sobre os limites de atuação dos ministros.
Foto: STF