MENDONÇA AFIRMA QUE SOFREU “MONITORAMENTO POR MAIS DE 30 DIAS” E DETERMINA AÇÕES CONTRA CÚPULA DA PF

REDAÇÃO

Ministro do STF afirma ter sido alvo de monitoramento sistemático e ilegal e determina afastamentos na Polícia Federal, além de medidas para preservar provas e suspender relatórios de inteligência sobre autoridades.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirmou em sua decisão que foi alvo de um “monitoramento sistemático e ilegal” realizado pela Polícia Federal durante mais de 30 dias.
No despacho que resultou no afastamento de integrantes da cúpula da PF, Mendonça classificou a situação como de “superlativa gravidade” e afirmou que documentos de inteligência registraram ações de monitoramento e coleta dirigida de informações.
Segundo o ministro, o caso envolve a utilização de estruturas de inteligência da Polícia Federal para acompanhar autoridades, incluindo integrantes do Judiciário e outros representantes do Estado.
Mendonça afirmou que informações sigilosas relacionadas a investigações e procedimentos internos teriam sido tratadas fora dos padrões de segurança e legalidade esperados de uma instituição pública.
A decisão levou ao afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
Além dos afastamentos, o ministro determinou a suspensão da produção e do compartilhamento de relatórios analíticos voltados ao acompanhamento de autoridades judiciais e advogados.
Mendonça também determinou a adoção de medidas para preservar provas e garantir que as investigações conduzidas pela Corregedoria da Polícia Federal ocorram sem interferências.
A decisão provocou forte repercussão em Brasília e abriu uma nova crise envolvendo a atuação da Polícia Federal e os limites do uso de informações de inteligência.
O episódio passou a ser acompanhado por integrantes do governo, do Congresso e do meio jurídico, diante do impacto institucional das medidas determinadas pelo ministro.
Os próximos desdobramentos devem indicar como as investigações irão avançar e quais serão as consequências dentro da estrutura da Polícia Federal.
Foto: STF