Treze ex-ministros do Supremo, incluindo antigos presidentes da Corte, pedem a Edson Fachin uma sessão pública do Pleno para discutir e apurar fatos que, segundo eles, podem comprometer a imagem e a autoridade do tribunal.
Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo ex-presidentes da Corte, divulgaram uma manifestação direcionada ao atual presidente do Tribunal, Edson Fachin, pedindo uma sessão pública do Pleno para discutir e apurar fatos considerados “gravíssimos” e que, segundo eles, podem comprometer a imagem e a autoridade da instituição.
Na carta, os ex-ministros afirmam que o Supremo atravessa um dos momentos mais delicados de sua história recente e defendem uma investigação rigorosa, com respeito ao devido processo legal, para esclarecer todas as circunstâncias envolvidas e preservar a credibilidade da Corte perante a sociedade.
O documento foi assinado por nomes que marcaram diferentes períodos do STF, como Celso de Mello, Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Ayres Britto, Ellen Gracie, Carlos Velloso, Cezar Peluso, entre outros ministros aposentados.
A manifestação ocorre em meio ao ambiente de tensão provocado pela divulgação de informações, mensagens e investigações envolvendo o Banco Master e diálogos atribuídos a integrantes do Supremo.
Embora o texto peça uma resposta institucional, os signatários não mencionam diretamente ministros específicos, não citam nominalmente Alexandre de Moraes ou André Mendonça e também não solicitam afastamentos de qualquer integrante da Corte.
O grupo afirma que a apuração dos fatos é necessária para evitar danos maiores à confiança pública no Supremo e reforça que a solução deve ocorrer dentro dos mecanismos previstos pelo Estado de Direito.
A carta também destaca a importância de que o Tribunal demonstre transparência e firmeza diante de situações que possam gerar questionamentos sobre sua atuação e funcionamento interno.
A pressão por esclarecimentos acontece em um cenário de crescente debate público sobre decisões do STF, conflitos internos e a necessidade de preservar a independência e a legitimidade das instituições.
Edson Fachin, atual presidente da Corte, recebeu a manifestação com o pedido para que o Supremo avalie a situação de forma institucional e conduza eventuais apurações com responsabilidade.
A iniciativa dos ministros aposentados amplia a discussão sobre a crise enfrentada pelo Tribunal e coloca novamente em destaque a necessidade de respostas claras para manter a confiança da população no Supremo Tribunal Federal.
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