GILMAR SE JUNTA A ZANIN E MORAES EM PRESSÃO À PF POR CONTEÚDO COMPLETO DO CELULAR DE VORCARO

REDAÇÃO

 Gilmar Mendes solicitou que todos os ministros do STF tenham acesso integral aos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ampliando a pressão sobre o relator André Mendonça antes da análise do caso.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou uma solicitação oficial para que todos os ministros da Corte tenham acesso integral aos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro.
A medida amplia a pressão dentro do Supremo para que o conteúdo apreendido pela Polícia Federal seja disponibilizado de forma completa aos integrantes do tribunal antes da análise do caso.
Gilmar Mendes argumenta que manter os arquivos restritos ao gabinete do ministro relator André Mendonça cria uma situação de “acesso assimétrico” entre os magistrados.
Segundo o ministro, os integrantes do STF precisam ter contato direto com todo o material coletado para formar suas convicções durante o julgamento, evitando uma análise baseada apenas em relatórios ou resumos.
Na manifestação, Gilmar afirmou que, caso André Mendonça não encaminhe os arquivos criptografados aos demais ministros, o presidente da Corte, Edson Fachin, deve requisitar o conteúdo diretamente à Polícia Federal.
A Polícia Federal informou que possui condições técnicas para realizar o compartilhamento das cópias do material extraído do aparelho sem comprometer a segurança ou a integridade das provas.
A discussão ocorre em meio à preparação para a votação prevista no plenário do STF, quando os ministros deverão analisar os próximos passos relacionados ao caso.
Com o pedido, Gilmar Mendes passou a integrar o grupo de ministros que defendem o acesso amplo ao conteúdo do celular, ao lado de Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes.
A defesa do compartilhamento total das informações tem como argumento principal a necessidade de que todos os ministros tenham igualdade de condições para avaliar as provas apresentadas.
O impasse sobre o acesso aos dados do aparelho de Daniel Vorcaro coloca em debate dentro do Supremo os limites do compartilhamento de provas, o papel do relator e a forma como informações sensíveis de investigações devem ser analisadas pela Corte.
Foto: Metrópoles