Ministro Luiz Fux afirmou durante sessão do STF que a Segunda Turma identificou “desvios de finalidade” na atuação da Polícia Federal e reforçou a decisão de André Mendonça de afastar o diretor-geral Andrei Rodrigues em meio à crise do Caso Master.
O ministro Luiz Fux elevou o tom nesta terça-feira (15) ao denunciar, durante sessão do STF, que a Segunda Turma da Corte identificou “desvios de finalidade” na atuação do diretor-geral da Polícia Federal, fazendo uma das críticas mais contundentes à condução da corporação em meio à crise envolvendo o caso Banco Master.
Ao lembrar que “nunca se imaginou a polícia pegar e peitar o ministro do Supremo Tribunal Federal”, Fux expôs a gravidade do conflito institucional e reforçou a decisão tomada pela Segunda Turma de reconhecer irregularidades na atuação da PF sob o comando de Andrei Rodrigues.
A manifestação também fortalece a posição de André Mendonça, que havia determinado o afastamento do diretor-geral diante de suspeitas sobre a utilização da estrutura policial contra integrantes da própria Corte.
Mesmo com a posterior reintegração de Rodrigues por Flávio Dino e a disputa interna no Supremo, Fux deixou claro que a independência institucional não pode servir de justificativa para eventuais abusos de poder ou instrumentalização da Polícia Federal.
Sua fala representa, nesse cenário, uma cobrança por limites, controle e respeito às competências constitucionais, especialmente quando a atuação de um órgão de investigação pode atingir diretamente ministros do tribunal.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação
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