MENDONÇA BARRA VIAGEM AO EXTERIOR DE ENTEADO DE JAQUES WAGNER E PAI POR RISCO DE FUGA

REDAÇÃO

Ministro André Mendonça negou pedidos de viagem ao exterior feitos por Eduardo Sodré, enteado de Jaques Wagner, e Guilherme Sodré, mantendo a retenção dos passaportes e a proibição de saída do Brasil durante as investigações do Caso Master.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou os pedidos para que Eduardo Mendonça Sodré Martins, secretário do Meio Ambiente da Bahia e enteado do senador Jaques Wagner, e o pai dele, Guilherme Henrique Sodré Martins, pudessem viajar ao exterior.
A decisão manteve a retenção dos passaportes e a proibição de saída do território nacional para os dois investigados no âmbito das apurações relacionadas à Operação Compliance Zero, conhecida como Caso Master.
Segundo a decisão, a medida foi tomada após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou a existência de risco de fuga ou evasão caso os investigados deixassem o Brasil.
Guilherme Sodré havia solicitado autorização para viajar à Itália. A justificativa apresentada pela defesa estava relacionada à participação na Bienal de Veneza, onde ele pretendia acompanhar a exposição de uma obra de sua coleção particular em uma instalação de um artista brasileiro.
Já Eduardo Sodré pediu autorização para deixar o país alegando compromissos institucionais internacionais relacionados ao cargo que ocupa na área do meio ambiente.
Mendonça, porém, entendeu que as restrições impostas anteriormente continuam necessárias diante do estágio atual das investigações e dos elementos apresentados no processo.
Entre os argumentos considerados pelo ministro está a capacidade financeira dos investigados. Na avaliação apresentada na decisão, esse fator poderia facilitar uma eventual permanência no exterior e dificultar o cumprimento de futuras determinações judiciais.
Eduardo Sodré é citado nas investigações da Polícia Federal como alguém que teria atuado na articulação e em operações financeiras envolvendo o grupo empresarial relacionado ao Banco Master e pessoas próximas ao senador Jaques Wagner.
As investigações apuram suspeitas de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, embora as acusações ainda estejam sob investigação e não representem, por si só, uma condenação.
Com a decisão de André Mendonça, os dois permanecem impedidos de deixar o Brasil e com os passaportes retidos. O caso segue sob investigação, enquanto a Justiça avalia os próximos passos das medidas cautelares.
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