EQUILÍBRIO ECONÔMICO: FLÁVIO BOLSONARO PROPÕE MANTER APOSTAS ESPORTIVAS E VETAR JOGOS DE AZAR

REDAÇÃO

Candidato defende a proibição de cassinos virtuais e jogos como o “tigrinho”, enquanto propõe manter apostas esportivas de quota fixa sob regras de fiscalização, publicidade responsável e proteção ao consumidor

O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, apresentou uma proposta estruturada para o setor de jogos e apostas digitais, focada no equilíbrio entre a proteção das finanças familiares e o respeito à integridade do mercado esportivo nacional.
Em manifestações públicas recentes, o parlamentar defendeu o banimento integral de cassinos virtuais e de jogos eletrônicos de azar, como o conhecido “jogo do tigrinho”, apontado como principal vetor de vício e perdas financeiras rápidas.
O candidato baseia a iniciativa no combate direto ao endividamento das famílias brasileiras e aos impactos sociais negativos causados por essas plataformas de sorteio eletrônico, que operam sem lastro em evento real e com algoritmos de alta volatilidade.
A estratégia ganha relevância justamente por distinguir, com clareza técnica, jogos de azar de alta volatilidade das apostas esportivas de quota fixa de prognósticos reais.
Flávio Bolsonaro defende a manutenção das apostas atreladas a eventos esportivos concretos, ressaltando que o segmento possui ferramentas eficazes de governança, transparência e controle tecnológico.
Na avaliação do senador, as bets esportivas, quando reguladas, permitem rastreabilidade, verificação de integridade de resultados, combate à manipulação e geração de receita fiscal previsível para a União.
O posicionamento do candidato foi apresentado como uma resposta técnica ao cenário regulatório, contrapondo-se às medidas provisórias de última hora que tratam todo o setor como um bloco único e geram insegurança jurídica.
Para o parlamentar, proibir indiscriminadamente as apostas esportivas penaliza justamente o elo mais organizado da cadeia, que sustenta clubes, empregos, transmissão e o ecossistema econômico do futebol.
A proposta prevê, portanto, tolerância zero para cassinos virtuais predatórios e, em paralelo, regras claras e estáveis para as apostas esportivas, com foco em jogo responsável, limites de publicidade e proteção ao consumidor.
Com isso, Flávio Bolsonaro sinaliza previsibilidade jurídica tanto para o ecossistema econômico do futebol quanto para os consumidores que buscam entretenimento regulamentado, sem confundir proteção social com intervenção improvisada.
Foto: Reuters