Senador Sergio Moro critica o uso de uma falsa narrativa envolvendo Nossa Senhora Aparecida contra Flávio Bolsonaro e afirma que o episódio revela, em sua avaliação, uma “degradação moral” do PT durante a campanha eleitoral
O senador Sergio Moro (PL-PR) não poupou palavras ao classificar a fake news espalhada pelo PT contra Flávio Bolsonaro como mais um capítulo da “degradação moral” de Lula e sua turma. A mentira de que o candidato do PL pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil não apenas distorce fatos, mas usa um símbolo sagrado da fé cristã como arma eleitoral. Pelo visto, no arsenal petista, até a fé virou matéria-prima descartável para a construção de narrativas.
Moro foi direto: o partido não teve “qualquer constrangimento” em transformar um símbolo religioso em instrumento de mentira. Em plena campanha, o PT preferiu apostar no veneno da desinformação em vez de enfrentar o adversário no campo das ideias. O resultado é previsível: enquanto a Justiça Eleitoral tenta conter o estrago, a turma de Lula segue demonstrando que, para eles, o limite ético é apenas uma sugestão inconveniente.
A estratégia revela um padrão conhecido. Em vez de debater propostas ou responder a críticas, o PT recorre à fabricação de boatos que tocam em sentimentos profundos do eleitorado religioso. Usar Nossa Senhora Aparecida como peça de uma mentira eleitoral não é apenas desonesto é um atestado de que, para o partido, qualquer coisa vale desde que produza efeito político. A degradação moral, como bem apontou Moro, não é acidente: é método.
O episódio ganha contornos ainda mais claros quando se observa a reação institucional. A campanha de Flávio acionou o TSE, Mendonça determinou a remoção dos conteúdos falsos, e, logo em seguida, Dino interveio para liberar novamente as publicações. Coincidência ou não, o resultado prático favorece a circulação da mentira que beneficia o campo petista. A degradação moral, nesse caso, encontra eco em decisões que relativizam o combate à desinformação.
Moro resume o sentimento de quem ainda acredita que a política deveria ter algum freio ético: “Fora Lula, fora PT”. A frase não é apenas um grito de campanha. É a conclusão lógica de quem observa um partido disposto a manipular a fé de milhões de brasileiros para tentar derrubar um adversário. Quando a mentira se disfarça de defesa da religião, o problema deixa de ser apenas eleitoral e passa a ser moral.
No fundo, a fake news sobre Nossa Senhora expõe o que o PT se tornou: um grupo político que, pressionado nas pesquisas e sem argumentos sólidos, prefere o caminho mais baixo. Degradar a verdade, usar a fé como arma e depois se apresentar como defensor da democracia. Moro apenas nomeou o óbvio. O resto é a prática diária de um partido que há muito perdeu o pudor.
Texto: @fabiianobraga
Vídeo: Saulo Rolim | Podemos