Segundo informações atribuídas à Polícia Federal, viagem de Fábio Luís da Silva e familiares pela Suécia, Finlândia e Suíça teria sido custeada pela lobista, incluindo hospedagem de luxo, esqui, chef particular, mordomo e jatinho fretado
Segundo informações atribuídas à Polícia Federal, uma viagem de luxo de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, e familiares pela Suécia, Finlândia e Suíça, em janeiro de 2025, teria sido bancada pela lobista Roberta Luchsinger ao custo de R$ 1,868 milhão, cerca de R$ 266,8 mil por pessoa, sem contar um jatinho fretado posteriormente por R$ 220,8 mil, elevando a conta para mais de R$ 2 milhões.
O roteiro incluía hospedagem em hotel de luxo nos Alpes Suíços, seis dias de esqui, chef particular, mordomo e a viagem à Escandinávia para acompanhar a aurora boreal.
Os valores aparecem, segundo a reportagem, em um orçamento localizado pela PF no celular de Roberta, que também teria pago R$ 339 mil de sinal à agência responsável pelo roteiro.
O episódio ganha ainda mais peso porque ocorre em meio a um inquérito sigiloso que apura suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha e a lobista em interesses da Unigel e, posteriormente, em uma tentativa de atuação relacionada a uma empresa ligada ao chamado Careca do INSS.
O contraste é difícil de ignorar: enquanto o governo Lula vende discurso de preocupação com os brasileiros que enfrentam dificuldades para pagar contas básicas, o filho do presidente aparece, segundo os elementos investigativos divulgados, desfrutando de uma viagem milionária com mordomo, chef, esqui, jatinho e turismo internacional, um retrato de luxo que levanta questionamentos sobre a natureza das relações entre Lulinha e uma lobista investigada pela própria PF.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação
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