Segundo dados do Banco Central citados pelo Estadão, a dívida externa brasileira chegou a US$ 407,1 bilhões em junho, superando em US$ 5,1 bilhões as reservas e os créditos externos considerados no cálculo. O movimento encerra 19 anos de posição credora líquida e levanta preocupações sobre a capacidade do país de enfrentar possíveis choques externos
O Brasil voltou a registrar dívida externa líquida positiva após 19 anos, em um movimento que acende um sinal de alerta sobre a evolução das contas externas durante o governo Lula.
Segundo os dados apresentados pelo Estadão com base em informações do Banco Central, a dívida externa chegou a US$ 407,1 bilhões em junho, acima dos US$ 402 bilhões em reservas e créditos externos considerados no cálculo, fazendo a posição externa líquida passar de negativa para positiva em US$ 5,1 bilhões.
A dívida externa cresceu 27,4% no atual governo, enquanto as reservas avançaram 15,8%, e o déficit em transações correntes alcançou US$ 67,4 bilhões no ano passado, mais que o dobro do registrado em 2023.
Especialistas alertam que a perda da posição de credor reduz a margem de segurança para enfrentar choques externos, especialmente se houver deterioração fiscal, queda dos investimentos estrangeiros ou aumento persistente do déficit externo.
O próprio Banco Central define as reservas como ativos destinados, entre outras funções, a financiar necessidades do balanço de pagamentos e permitir intervenções no mercado de câmbio.
📝 Texto: Rodolfo Oliveira
📸 Foto: Divulgação
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