Pedido da defesa foi autorizado pelo ministro do STF; ex-presidente da Alerj continuará preso no sistema penitenciário fluminense enquanto responde às investigações da Operação Unha e Carne
Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para uma unidade do sistema prisional fluminense. A decisão atendeu a um pedido apresentado pela defesa do ex-parlamentar.
A autorização foi confirmada em 31 de outubro de 2026 e representa uma mudança no local de custódia de Bacellar. O encaminhamento para uma unidade prisional no Rio de Janeiro deverá ser realizado pelas autoridades responsáveis nos próximos dias.
Rodrigo Bacellar está preso no âmbito da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de vazamento de informações sigilosas e antecipação de dados sobre operações policiais ao ex-deputado estadual TH Joias.
Segundo as investigações, Bacellar teria repassado informações relacionadas a procedimentos policiais ao ex-parlamentar, apontado como ligado a integrantes de facções criminosas. As suspeitas fazem parte das apurações que levaram à prisão do ex-presidente da Alerj.
A transferência para o Rio de Janeiro não representa uma decisão de liberdade nem encerra as investigações. Bacellar continuará sob custódia, mas em uma unidade prisional diferente daquela onde estava desde sua transferência para o sistema penitenciário federal.
A decisão de Moraes ocorreu em meio a outros desdobramentos da Operação Unha e Carne. No mesmo contexto, o ministro autorizou a soltura do desembargador federal Macário Júdice Neto, investigado no mesmo caso.
No caso do desembargador, a prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares determinadas pelo Supremo. Entre as condições estabelecidas está o uso de tornozeleira eletrônica, além de outras restrições judiciais.
Os dois casos tiveram encaminhamentos diferentes, apesar de estarem relacionados à mesma investigação. Enquanto Bacellar teve autorizada a mudança de unidade prisional, Macário Júdice Neto recebeu autorização para responder em liberdade mediante o cumprimento das medidas cautelares.
O advogado Daniel Bialski, responsável pela defesa de Bacellar, informou que a transferência deverá ser executada nos próximos dias. A mudança depende dos procedimentos logísticos e administrativos das autoridades penitenciárias.
A Operação Unha e Carne continua no centro das investigações sobre possíveis relações entre agentes públicos, vazamento de informações sigilosas e integrantes de organizações criminosas no Rio de Janeiro. Os investigados têm direito à presunção de inocência, e as suspeitas ainda dependem de apuração e decisão judicial definitiva.
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