Decisão aprovada por unanimidade impede apoio do partido à permanência de Hugo Motta no comando da Câmara; Adriana Ventura, Luiz Lima e Jeffrey Chiquini estão entre os nomes cotados para disputar o cargo em 2027
O partido Novo anunciou nesta terça-feira (3) que terá candidatura própria à presidência da Câmara dos Deputados na eleição marcada para 1º de fevereiro de 2027. A decisão foi aprovada por unanimidade pela legenda.
Em nota oficial, o partido confirmou que não apoiará, em nenhuma hipótese, a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) ao comando da Casa. A posição estabelece um afastamento direto da articulação em torno da permanência do atual presidente.
A legenda justificou a candidatura independente como uma iniciativa para defender a autonomia do Poder Legislativo, o respeito às prerrogativas parlamentares e os interesses da sociedade brasileira.
Entre os nomes cotados internamente para representar o partido estão os deputados Adriana Ventura (SP), Luiz Lima (RJ) e Jeffrey Chiquini (PR). A definição do candidato oficial ainda não foi anunciada.
A movimentação do Novo acontece em meio à antecipação das articulações políticas para a escolha da próxima Mesa Diretora da Câmara. Diferentes partidos já começaram a negociar espaços e apoios para a disputa de 2027.
O partido também demonstra resistência às negociações que buscam construir uma ampla aliança em torno de Hugo Motta. A legenda pretende apresentar uma alternativa própria na eleição, sem comprometer sua posição política.
A decisão ganha relevância diante das discussões sobre a participação dos partidos de oposição nos espaços de poder da Câmara. A composição de comissões e os cargos da Mesa Diretora também estão no centro das articulações.
O Novo busca fortalecer sua atuação parlamentar e ampliar sua influência na próxima legislatura, utilizando a candidatura própria como instrumento de posicionamento político.
Com a decisão, a disputa pela presidência da Câmara começa a ganhar novos contornos antes mesmo do início de 2027. A entrada de uma candidatura independente poderá ampliar o número de concorrentes e alterar as negociações entre as bancadas.
A eleição de fevereiro de 2027 será decisiva para definir os rumos políticos da Câmara dos Deputados. Até lá, a definição do candidato do Novo e a formação das alianças deverão movimentar os bastidores de Brasília.
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