Partido aposta no senador potiguar para disputar o comando da Casa em fevereiro de 2027 e estima reunir cerca de 40 votos, enquanto busca ampliar alianças com parlamentares de MDB, PSD, PP e União Brasil
O Partido Liberal (PL) oficializou nesta quarta-feira (4) a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal. A eleição para o comando da Casa está prevista para 1º de fevereiro de 2027.
A decisão foi tomada pela cúpula nacional do partido após reuniões e articulações envolvendo lideranças da legenda. O lançamento marca o início de uma nova etapa na disputa pelo comando do Legislativo.
Rogério Marinho deverá representar o PL na tentativa de conquistar a presidência do Senado, atualmente comandado por Davi Alcolumbre (União-AP).
Nos bastidores, aliados do senador trabalham com a estimativa de aproximadamente 40 votos favoráveis. A estratégia envolve ampliar as conversas com parlamentares de diferentes partidos.
Entre as siglas onde o PL pretende buscar apoio estão MDB, PSD, PP e União Brasil. A intenção é atrair senadores dessas legendas, inclusive aqueles que eventualmente possam divergir das orientações partidárias.
Como a votação para a presidência do Senado é secreta, as articulações envolvem negociações individuais e conversas reservadas com parlamentares de diferentes bancadas.
A movimentação também ocorre em meio a uma disputa dentro da própria oposição. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) vinha mantendo seu nome no cenário de possíveis candidaturas ao comando do Senado.
Com a oficialização de Marinho, o PL apresenta seu representante para a disputa e passa a concentrar suas articulações na construção de apoios para a eleição de fevereiro.
Enquanto isso, a definição sobre a presidência da Câmara dos Deputados ficou para a próxima semana. O partido pretende consultar sua bancada, incluindo os deputados eleitos em 2026, antes de anunciar seu posicionamento.
A eleição de 1º de fevereiro de 2027 deverá reunir diferentes articulações partidárias e parlamentares em torno do comando do Congresso Nacional. Até lá, a disputa pelo Senado continuará marcada pelas negociações e pela busca de apoio entre as bancadas.
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