FACHIN ABRE CAMINHO PARA ANÁLISE DE SOLTURA DE VORCARO E FAMILIARES NO ESCÂNDALO DO BANCO MASTER

REDAÇÃO

Ministro do STF determinou que a PGR se manifeste sobre os pedidos de liberdade de Daniel Vorcaro, Henrique e Felipe Vorcaro, presos preventivamente; decisão sobre eventual soltura ainda caberá a Fachin

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre os pedidos de liberdade apresentados pela defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, preso preventivamente há mais de oito meses. A decisão representa um novo desdobramento no Caso Master, que envolve investigações sobre suspeitas de irregularidades financeiras.
A defesa de Vorcaro argumenta que existe excesso de prazo na manutenção da prisão preventiva e questiona a demora na análise dos pedidos apresentados ao Judiciário. Os advogados também destacam que o empresário permanece preso há mais de oito meses sem que tenha sido formalmente apresentada uma ação penal contra ele.
Outro ponto levantado pela defesa envolve a revisão periódica da prisão preventiva. Segundo os advogados, a medida deveria passar por reavaliações a cada 90 dias, conforme estabelece o Código de Processo Penal, e a demora na análise dos requerimentos justificaria uma nova avaliação da necessidade da prisão.
A determinação de Fachin também alcança os pedidos de liberdade apresentados por Henrique e Felipe Vorcaro, respectivamente pai e primo do ex-banqueiro. Os dois também são investigados no âmbito do escândalo financeiro envolvendo o Banco Master.
Além dos pedidos de soltura, o ministro encaminhou à PGR uma solicitação da defesa para que sejam investigados possíveis vazamentos de informações sigilosas extraídas do aparelho celular de Daniel Vorcaro. Os advogados questionam a divulgação de dados que deveriam permanecer protegidos durante as investigações.
O caso está sob atenção do STF desde que Fachin assumiu temporariamente a condução dos procedimentos relacionados ao Banco Master, em meio a um impasse envolvendo a definição da relatoria dentro da Corte.
No fim de outubro, o ministro validou a continuidade das principais investigações sob responsabilidade da Presidência do Supremo por um período de até 90 dias. A medida manteve a condução dos procedimentos no tribunal enquanto avançam as apurações sobre o caso.
A manifestação da Procuradoria-Geral da República será considerada na análise dos pedidos apresentados pelas defesas. O posicionamento do órgão deverá abordar os argumentos relacionados à duração das prisões preventivas e às demais solicitações encaminhadas ao ministro.
A decisão final sobre a manutenção das prisões ou a eventual concessão de liberdade caberá a Fachin. Até que haja uma nova determinação judicial, Daniel Vorcaro e os demais investigados continuam submetidos às medidas cautelares atualmente em vigor.
O novo movimento amplia a expectativa em torno dos próximos capítulos do Caso Master, especialmente pela possibilidade de uma decisão sobre a situação prisional de Vorcaro e de seus familiares. A análise também poderá trazer novos desdobramentos sobre os questionamentos apresentados pela defesa e a condução das investigações no Supremo Tribunal Federal.
Foto: Divulgação