Operações da Receita Federal intensificam combate à pirataria na 25 de Março sob pressão internacional por fiscalização mais rígida
São Paulo, 18 de maio de 2026 — A Receita Federal, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, Polícia Civil e outros órgãos, intensificou as fiscalizações na Rua 25 de Março, no Shopping 25 de Março e na região do Brás, com ações recentes que resultaram no fechamento temporário de estabelecimentos e na apreensão de mercadorias suspeitas de contrabando, descaminho e falsificação.
As operações visam combater a venda de produtos irregulares, como roupas, eletrônicos, acessórios e também camisas falsificadas da Seleção Brasileira, que se tornaram um dos principais alvos das fiscalizações com a aproximação da Copa do Mundo de 2026. Lojistas precisaram apresentar notas fiscais e documentação adequada, sob risco de perda das mercadorias. Agentes recolheram toneladas de itens em ações coordenadas que envolveram também a Polícia Federal, Guarda Civil Metropolitana e órgãos municipais de controle urbano.
Fiscalizações recentes no Brás, incluindo áreas como o Shopping Stunt e arredores, registraram apreensões de milhares de camisas falsas da Seleção Brasileira e de clubes nacionais. Em abril de 2026, comerciantes chegaram a ser presos durante operações da Polícia Civil em São Paulo por comercialização de produtos falsificados ligados à CBF e à Nike. Ações semelhantes também ocorreram em outros estados, como no Rio de Janeiro, onde milhares de peças foram apreendidas nos últimos dias.
Paralelamente, os Estados Unidos mantêm o polo comercial paulista no radar internacional. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) continua incluindo a Rua 25 de Março e o Shopping 25 de Março em suas listas anuais de Notorious Markets, que destacam os principais mercados de pirataria e contrafação do mundo. Relatórios recentes criticam a persistência do comércio ilegal na região apesar das operações frequentes das autoridades brasileiras.
Segundo o USTR, o local segue como um dos maiores centros de distribuição de produtos falsificados da América Latina, causando prejuízos para marcas nacionais e internacionais. As autoridades brasileiras afirmam que as operações fazem parte de um esforço contínuo para combater a sonegação, o comércio irregular e a concorrência desleal, enquanto lojistas relatam impactos diretos nas atividades e aumento da pressão sobre o comércio popular da capital paulista.
O tema segue em destaque tanto na esfera nacional quanto internacional, com expectativa de novas operações e maior rigor na fiscalização durante o período pré-Copa.
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