TJ-SP REJEITA HABEAS CORPUS: DEOLANE BEZERRA PERMANECE ATRÁS DAS GRADES NA OPERAÇÃO VÉRNIX.

REDAÇÃO

Justiça paulista mantém prisão preventiva da influenciadora investigada por suposta ligação com esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC

São Paulo, 25 de maio de 2026 – A Justiça de São Paulo negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra. Com a decisão liminar proferida neste domingo (24), ela permanece presa preventivamente na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista.
Deolane foi detida na última quinta-feira (21 de maio) durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com as investigações, a influenciadora atuaria como uma espécie de “caixa” da organização criminosa.
A defesa de Deolane havia solicitado sua prisão domiciliar, argumentando que ela é mãe de uma criança de nove anos, e posteriormente impetrou habeas corpus para obter sua liberdade. O Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou o pedido liminar. Os advogados ainda aguardam o julgamento do mérito do habeas corpus e estudam recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Anteriormente, a influenciadora já havia tido outro pedido de soltura negado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. A Operação Vérnix mira integrantes de uma rede acusada de movimentar recursos ilícitos. Deolane Bezerra, que acumula milhões de seguidores nas redes sociais, foi transferida para a unidade prisional feminina no interior do estado após a prisão.
Até o momento, a influenciadora não teve o mérito das acusações julgado. A Justiça considera que há indícios suficientes para manter a prisão preventiva, com o objetivo de impedir a continuidade das atividades investigadas e preservar a ordem pública. A defesa sustenta que as acusações são inconsistentes e que Deolane não representa risco para a investigação. O caso segue em tramitação na Justiça paulista.
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