Presidente dos Estados Unidos minimiza temores de uma eventual ofensiva russa contra países da aliança e afirma confiar que Vladimir Putin não pretende ampliar o conflito para território protegido pela OTAN.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 27 de agosto de 2026, que não acredita que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, vá ordenar qualquer ataque contra o território de países integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Durante declarações a jornalistas no Salão Oval, Trump foi categórico ao comentar as preocupações envolvendo possíveis ações russas contra membros da aliança militar. “Ele não vai atacar um território da OTAN”, declarou o presidente norte-americano.
Trump também afirmou que mantém conversas positivas com Putin e demonstrou confiança de que o líder russo não pretende ampliar o conflito para países protegidos pelo tratado de defesa coletiva da aliança atlântica.
Em entrevista por telefone à Axios, o presidente dos Estados Unidos reforçou que não está preocupado com a possibilidade de um ataque russo contra algum membro da OTAN. Segundo Trump, “não há problema” em relação a essa hipótese.
As declarações ocorrem em um momento de crescente atenção na Europa sobre os próximos movimentos de Moscou e sobre a possibilidade de a Rússia testar a capacidade de reação da aliança militar.
Reportagens internacionais vêm levantando a hipótese de que o governo russo poderia realizar ações limitadas, operações híbridas ou outras iniciativas destinadas a avaliar a resposta dos países integrantes da OTAN.
Trump, entretanto, minimizou esses relatos e demonstrou não compartilhar do mesmo nível de preocupação manifestado por autoridades e analistas europeus sobre uma eventual escalada.
O presidente norte-americano também comentou informações de que o diretor da CIA, John Ratcliffe, teria viajado a Moscou nesta semana para advertir autoridades russas contra qualquer tentativa de atingir países integrantes da OTAN.
Segundo Trump, a viagem de Ratcliffe não deve ser interpretada como sinal de uma ameaça iminente. O presidente classificou o deslocamento do chefe da inteligência norte-americana como parte de atividades consideradas rotineiras.
O Kremlin, por sua vez, também rejeitou as especulações sobre possíveis planos russos contra a OTAN, classificando as informações divulgadas sobre o tema como “histórias de terror”, enquanto Trump mantém publicamente a avaliação de que Putin não atacará o território da aliança.
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